Globalidade não é uma nova forma de se referir à globalização. É o que vem depois. Lançado neste livro por três dos mais renomados especialistas do Boston Consulting Group (maior consultoria do mundo para negócios internacionais, presente em 38 países), o conceito de globalidade é facilmente explicável para quem acompanha a surpreendente reviravolta na conjuntura internacional, com a recessão americana e a ascensão dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China).

Uma espécie de “globalização 2.0”, a globalidade se apresenta como uma nova era. Uma sensacional virada de jogo no mercado global, em que a grande batalha vem sendo travada por empresas de países antes considerados subdesenvolvidos e que hoje competem de igual para igual, e até com vantagem, com as imponentes multinacionais do Primeiro Mundo. Mais que um livro de economia, Globalidade: a nova era da globalização é um guia de sobrevivência para as empresas que querem se preparar para enfrentar a nova realidade do mundo dos negócios.

Certamente não seria a primeira vez que a hegemonia de uma grande potência econômica é ameaçada e mesmo destituída. A História nos mostra que a Europa está repleta de exemplos, como os da Inglaterra, da Holanda, de Portugal e da Espanha. Mas os efeitos da mudança de paradigma hoje são percebidos rapidamente, e com uma intensidade muito maior, devido ao tamanho das populações desses países emergentes e seu apetite para negócios. É o que afirma Globalidade: a nova era da globalização, um verdadeiro mapa da nova economia política que marcará os próximos anos.

Neste livro, Harold L. Sirkin, James W. Hemerling e Arindam Bhattacharya relatam suas experiências acompanhando a trajetória de empreendedores desafiantes, capazes de alavancar empresas para além de suas fronteiras nacionais. Índia, China, Rússia, Brasil e outros países que, como eles, constituem as chamadas economias em rápido desenvolvimento estão lançando mão de vantagens de mercado e agindo agressivamente no cenário econômico mundial. Se a globalização se deu quando as multinacionais americanas, européias e japonesas se mudaram para o Terceiro Mundo, em busca de custos mais baixos, o caminho parece ser o inverso na era da globalidade: não há mais centro nem periferia quando uma empresa nacional como a Embraer passa a exportar aviões para os Estados Unidos, ou a indiana Tata Motors faz uma oferta para comprar a consagrada marca americana Jaguar.

O Brasil é um dos protagonistas desta nova era, e o livro analisa a atuação de 13 empresas desafiantes brasileiras — dentre as quais, Vale, Petrobras, Embraer e Natura —, mostrando como aproveitaram o momento histórico para disputar recursos e mercados em escala mundial.

O caminho traçado por essas empresas que desafiam a atual hegemonia financeira é descrito em detalhes nestas páginas, bem como suas estratégias e motivações, o que faz desta obra um poderoso guia para aqueles que anseiam por participar da nova divisão de poder que está em curso — e também para as empresas que pretendem manter seu status conhecendo as novas estratégias para sobreviver no cada vez mais competitivo mundo dos negócios atual.




Harold Sirkin, James Hemerling e
Arindam Bhattacharya discutem
o conceito do livro.

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Globalidade não é um novo ou diferente termo para globalização.
É o que vem depois.
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